segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ainda sobre a greve dos médicos



Quando escrevi um artigo para este jornal na semana passado sobre o que eu pensava acerca da onda das greves que tem se feito sentir no nosso país, talvez eu não imaginasse a real repercussão destes movimentos, em particular no caso em epígrafe.

Contudo, este artigo não pretende dar razão aos sem razão, ou julgar e condenar quem quer que seja, muito menos dar explicações económicas ou da legalidade da greve como tem sido feito em diferentes canais de opinião pública.
Quero apenas levantar alguns pontos que penso serem relevantes reflectir sobre eles quando falamos desta greve.  Refiro-me primeiro ao facto de estarmos diante de dois direitos constitucionalmente plasmados que me parecem estarem em conflito, falo do direito a manifestação e do direito a vida ou a assistência sanitária, e por via disso penso que em primeiro ponto deve-se respeitar aquele que é o direito mais fundamental de qualquer ser humano, seja ele médico, polícia, professor, estudante, etc., afinal de contas só saudável posso reivindicar qualquer que seja o meu direito.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Greve não pode virar “moda”

Antes de entrar no cerne deste artigo, é preciso salientar que a greve ou reunião é um direito constitucional preconizado na nossa lei mãe no seu artigo 51: “Todos os cidadãos têm direito à liberdade de reunião e manifestação nos termos da lei.”
      A greve pode ser entendida como a cessação colectiva e voluntaria do trabalho realizado por trabalhadores como o propósito de obter benefícios, como aumento de salário, melhoria de condições de trabalho ou para evitar a perda de benefícios.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Não às interpretações dúbias sobre o Acordo Geral de Paz


Volvidos 21 anos após a assinatura dos Acordos Gerais de Paz, nos deparamos com o levantamento de alguns aspectos atinentes a este acordo.

Não quero em nenhum momento com este artigo fazer a análise ou a leitura jurídica desta lei, pois este é o trabalho que pertence a outras entidades e não sou em nenhum momento capaz de fazer isto, apenas quero expressar a minha opinião acerca de algumas análises contraditórias que tem sido feitas sobre a mesma. A Paz não deve ser entendida apenas como o calar das armas, deve ser vista numa dimensão económica, social e religiosa, pois, a Paz é o bem mais precioso de toda a humanidade. O acordo Geral de Paz foi aprovado pela lei 13/92 de 14 de Outubro, este acordo significa a tradução da Paz a todos moçambicanos e foi assinado pelo Governo e a Renamo. 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Viver “da” e “para” a política


O que suscita a publicação liga-se a aquilo que é o perfil dos políticos que tem se vindo a desenhar no cenário político moçambicano aliado a forma de fazer política tendo como fim último o benefício meramente individual.
    Max Weber fez a distinção de dois perfís de políticos, os que vivem da política e outros que vive para política. O político que vive da política não possui recursos materiais para a sua subsistência para além dos recursos providos da própria actividade política. Sua actuação pública se confunde com uma luta não apenas por ideais comuns ou interesses de classes, mas também pela conquista de meios de conseguir renda, o que de alguma forma prejudica a capacidade de distanciamento para a análise racional dos problemas de seu quotidiano enquanto profissional da política, e por sua vez o político que vive para a política representaria o tipo ideal no âmbito de atributos do político vocacionado, pois sua independência diante da remuneração própria da actividade política significa, também, uma independência de seus objectivos no decorrer da vida pública. Sua conduta pode estar voltada para a busca de prestígio, honra, ideais, ou até mesmo do “poder pelo poder”, mas não tomaria como prioridade a busca por recompensas financeiras em decorrência da profissão política, pois já disporia de recursos materiais suficientes.

A Escola como um rompimento com a Realidade



A Escola é um lugar que é visto como onde se baseiam os mais nobres e aceites valores que devem nortear o homem novo, ou seja, é onde se molda pela ciência e pela técnica o homem do amanha para se tornar o melhor o mundo no qual vivemos.

Este artigo não vê pra contrastar aquilo que é ou deve ser a Escola, mas sim surge para analisar a forma como a sociedade moçambicana olha a importância da Escola. Um encarregado de educação tem o dever de colocar o seu educando na Escola e dar-lhe condições necessárias para que este possa alcançar o sucesso, mas é exactamente este aspecto de se olhar apenas para Escola como a única forma de se poder descobrir o potencial humano, quem sabe se aquele educando tem alguns “dotes” da bola, da pintura, da música, da natação se apenas estamos preocupados em formar doutores em função daquilo que os pais e encarregados de educação desenharam como “tipo ideal” para os seus educandos.

Um olhar sobre os programas de descoberta de talentos


Este artigo surge em jeito de uma reflexão ao que tenho assistido a nível das nossas televisões no tocante ao entretenimento, cultura e educação.
Os nossos canais estão preocupados em grande medida promover a cultura num único sentido, que é a vertente musical, criando desta feita um grande défice as outras áreas. Verifica-se durante a semana uma grande disputa entre os grandes canais pela audiência nos horários entre as 16horas às 18horas, mas tudo numa vertente aliada à música. Esta onda vem conjugar-se a com uma grande divulgação de concursos de “caça de talentos da música”, e poucos ou quase inexistentes programas que promovam o incentivo a leitura, a escrita e bem como olimpíadas escolares.

Os programas de descoberta de talentos da música têm movido grandes massas e na sua maioria jovens, e é nestes ambientes que se devia aproveitar esta concentração para a divulgação de ensinamentos referentes à nossa historia, a nossa moçambicanidade, a prevenção do HIV-SIDA e ao cultivo da leitura que tem sido negligenciada pelos jovens actualmente.

     Programas como “Turma tudo bom” precisam-se mais em Moçambique, pois este país tem vários talentos e não só estão na música, pois a cultura deve ser aliada ao Ensino e a escola é melhor lugar para se forjar um homem culto que vai cuidar deste país amanhã.
O apelo à existência de mais programas de âmbito educativo alastra-se aos Ministérios da Educação e da Cultura, e aos promotores ou organizadores destes eventos para que diversifiquem os seus programas, porque de programas de descoberta de talentos de música o povo já esta cansado.
Mais, não disse.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Atentado à saúde pública e ao ambiente, lixeira de Hulene


Este artigo vem se juntar a outros apelos que tem surgido às autoridades competentes para que olhem para a situação actual da lixeira de Hulene na cidade de Maputo.

Esta lixeira já conta com vários anos de existência, e localiza-se a sete quilómetros do centro da cidade de Maputo e é o único destino para todo o lixo que a cidade produz. A quando da sua construção não se previa que a cidade crescesse tanto e que as famílias fossem se instalar próximo da lixeira, mas o que se verifica hoje é um autêntico caos, onde famílias vivem e convivem literalmente com o lixo.
Esta lixeira constitui um atentado à saúde pública devido a vários aspectos, desde a sua localização geográfica, a incineração do lixo ao ar livre, disposição desordenada do lixo e a falta de fiscalização e controle de camiões que depositam o lixo naquele lugar. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Redistribuição da Riqueza no País





Antes de entrar na essência deste artigo torna-se pertinente traçar algumas bases sobre o que é redistribuição de riqueza, este pressupõe a forma como a riqueza produzida dentro de um país num determinado tempo é alocada aos diferentes escalões da sociedade, de preferência os mais desfavorecidos através de edificação de infra-estruturas sociais e prestação de melhores serviços públicos

Um país pode ser muito rico e seus habitantes muito pobres, ou pode não ser tão rico e seus habitantes desfrutarem de um padrão de vida superior ao de um país que tenha uma renda elevada. O que determina essa diferença é o perfil da distribuição de renda, ou seja, como a riqueza total que é produzida num país se distribui entre os habitantes.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O perfil actual do nosso Estudante Universitário



Este artigo surge na sequência de um assunto que tem sido debate nalguns círculos de opinião pública, principalmente a nível das academias. Moçambique tem registado nos últimos uma grande massificação do Ensino Superior que aparece aliado à política e estratégia do governo nessa área da Educação, que afinal de contas é uma boa aposta, aposta esta que vem acompanhada também com um crescente número de universidades e institutos superiores quer sejam privados ou públicos.

Mas, o cerne o artigo tem a ver com aquele que é o perfil do estudante que tem estado a ser formado nestes estabelecimentos de ensino superior, pois é caso para dizer que uma boa camada dos Estudantes que frequentam a universidade hoje em dia não tem a dimensão do que significa ser um Estudante do Ensino Superior, falo isso com alguma mágoa, pois também sou um Estudante do Ensino superior.