segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A noite dos ‪#‎OscarsSoWhite‬...e de Leonardo DiCarpio

Finalmente, decorreu a gala [28.02] dos Óscares (brancos) para o ano 2016. Esta foi uma noite de filmes baseados em casos reais, mas a realidade racial do país que filmam não estava nomeada e, em parte, não estava sequer na sala. Este foi o ano em que um hashtag #OscarsSoWhite engoliu os Óscares. A cerimónia tornou-se o símbolo de um país tenso. De Beyoncé aos Black Panthers, de Trayvon Martin ao Twitter onde o boicote foi notório.

Este foi o terceiro ano desde 1998 que não houve actores não-brancos na corrida. E em 88 anos de Óscares, dessas 1663 nomeações, 99 foram para minorias étnicas - 16% das nomeações, situação fortemente melhorada nos últimos 30 anos, mas ainda assim recheada de estereótipos e limitações.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Para quê serve o Recenseamento Militar Obrigatório?

Por lei o recenseamento no território moçambicano é obrigatório. Com o recenseamento, o Governo moçambicano tem por objectivo obter informações de todos os cidadãos que atingem, em cada ano, a idade do início das obrigações militares, portanto todos os cidadãos de ambos os sexos que completam 18 anos de idade até 31 de Dezembro de cada ano.

Poderão ainda fazer o recenseamento todos aqueles que por motivos vários não o fizeram, mas que ainda não tenham completado os 35 anos de idade.

A Rádio ‪Mocambique‬ anunciou no dia 23 de Fevereiro que a Cidade de Maputo tinha feito um registo do recenseamento para o Serviço Militar Obrigatório (SMO) que ultrapassou a meta prevista, dos 19.000 até a data tinha inscrito 25.000, quando faltam 5 dias para o término do processo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Refugiado‬ e ‪Deslocado‬, qual é a diferença?

Nos últimos dias essas duas palavras pairam na nossa comunicação social pelas razões que já conhecemos. O Governo esteve recentemente reunido para discutir a situação dos moçambicanos no ‪‎Malawi‬ e me pareceu que continuamos com problemas de definição de conceitos para perceber o fenómeno que sucede naquele país com nossos irmãos.

REFUGIADOS

A Convenção sobre o Estatuto dos Refugiados de 1951 define o termo refugiado como aplicável a qualquer pessoa que,...em consequência dos acontecimentos ocorridos antes de 1 de Janeiro de 1951, e devido a fundados temores de perseguição por motivo de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião política, encontre-se fora do país de sua nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção desse país; ou que, não tendo nacionalidade e estando fora do país onde antes teve sua residência habitual, não possa, em consequência de tais acontecimentos, ou não queira, devido a tal temor, regressar a ele... (Artigo 1 A(2)).

O que está por detrás da má qualidade das obras públicas?

Essa uma é pergunta que este texto vai tentar responder apresentando algumas hipóteses tendo como base o exemplo do desabamento do muro de uma das paredes da piscina da Vila Olímpica, na Cidade de Maputo.

Na verdade o que sucedeu na piscina da Vila Olímpica não devia nos surpreender quando já temos alguma noção do tipo de obras que são uma armadilha para os moçambicanos em particular, e para África no geral. É mesmo uma armadilha porque os empreiteiros estrangeiros lá nos seus países não constroem assim como fazem em Moçambique.

Mesmo sabendo que a obra da Vila Olímpica não foi feita por "chineses" não devíamos nos surpreender com este tipo de empreitadas que só mostram o quão vulneráveis somos como país.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O que é a Democracia? = Democracia é a liberdade de escolhermos os nossos próprios ditadores!

Li a frase do título deste artigo algures e decidi falar um pouco sobre o que senti nela quando olho para o calvário em que o país está hoje mergulhado.

Preocupa a todos nós o cenário de guerra que o país vive, caracterizado por ataques militares nas nossas estradas que a partir desta semana voltaram a ter escolta pelas forças governamentais.

O que mais me preocupa nisto tudo e associando a frase é que temos políticos que por nós foram eleitos e que hoje são os nossos próprios ditadores.

Eles são ditadores da guerra, são sanguinários e não conseguem dialogar para encontrar a Paz que um dia este país teve.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Drama do acesso ao Bilhete de Identidade em Moçambique

<<Mais de 100 mil Bilhetes de Identidade estão abandonados nos serviços de identificação civil em todo o país. A maioria dos Bilhetes de Identidade (BI) abandonados estão nas cidades de Maputo, Beira e Nampula. Só em Janeiro, pouco mais de 38 mil documentos daquela natureza não foram reclamados pelos proprietários. Aliás, em Janeiro o serviço de identificação civil recebeu cerca de 106 mil pedidos de BI, mas só 67 mil foram levantados pelos proprietários.>>
 
A notícia acima foi extraída do “Jornal O País” [15.02.2016] e confesso que quando vi os números fiquei espantado. Mas, depois dei por mim e vi que na verdade este fenómeno é fruto da incompetência dos nossos serviços de identificação civil.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A PRM não deve andar com AKM em punho!

Ando com medo e muito preocupado com as notícias que nos chegam nos últimos dias sobre a atitude da nossa polícia perante os cidadãos que deviam ser os seus protegidos.

Só este ano tenho na memória o baleamento de um jovem na Palmeira por realizar protestos, a existência de polícias que se confundem com ladrões, polícias que emprestam armas para estranhos e recentemente o assassinato de um jovem na Beira.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O problema das reprovações é o celular na sala de aulas?

O ministro de Educação e Desenvolvimento Humano, Jorge Ferrão, anunciou que a partir do presente ano lectivo o uso de telemóveis nas salas de aulas passa a ser proibido nas salas das escolas secundárias públicas.

Falando em Alto Molócuè aquando da abertura do ano lectivo, Ferrão explicou que em muitas ocasiões, os professores interrompem aulas para atenderem chamadas ou mandar “sms” e quando assim acontece, os alunos também aproveitam-se e também fazem a mesma coisa que o professor fez.

Isso na óptica do ministro perturba a concentração quer do professor assim como do aluno. O uso de telemóveis, vulgos celulares nas salas de aulas é visto como uma das causas de baixo aproveitamento pedagógico nas escolas um pouco pelo país.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

10 coisas que você precisa saber sobre o vírus zika


O que se conhece até agora sobre o vírus zika, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue? Quais são os sintomas? Que riscos ele representa para as gestantes? É possível criar uma vacina para a doença?

São muitas as dúvidas e poucas as respostas, porque a epidemia é muito recente, começou nos primeiros meses de 2015. Com informações da Agência Fiocruz de Notícias (AFN), preparamos um especial com as principais dúvidas sobre o vírus que está a causar um alerta mundial. Neste artigo (link) o portal Conexão Lusófona traz uma explicação exaustiva sobre o vírus, confira.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Donald Trump, quem te viu - quem te vê!

As eleições presidenciais Americanas são sempre um motivo de muita atenção e debate em quase todo o mundo, pois, os resultados eleitorais do próximo presidente podem configurar a forma como o mundo vai ser “desenhado” na ‘era pós Obama’.

Numa primeira fase, geralmente entre Janeiro e Junho (este ano entre 1 de Fevereiro e 14 de Junho), eleitores dos 50 estados norte-americanos mais a capital federal e cinco territórios administrados pelos EUA fazem as suas escolhas entre os vários candidatos de cada partido em eleições primárias e assembleias (caucus) – apesar de haver duas formas de escolha, é habitual chamar-se apenas "primárias" a esta fase que decorreu na madrugada do dia 1 de Fevereiro.

Belém para Marcelo

 Não passaram cinco horas após o enceramento das urnas para se saber do vencedor das eleições em Portugal no dia 24 de Janeiro. Embora já se cogitasse o vencedor, Marcelo Rebelo de Sousa foi mesmo eleito a primeira volta.

Mas, o que fica como lição é mais uma prova de como nós (moçambicanos) estamos a anos-luz de realizar processos que possam ser no mínimo credíveis. Pode não existir comparação possível, mas nada me impede de dizer que precisamos de aprender e melhor os nossos processos eleitorais.