O
presente texto constitui uma análise em torno dos processos eleitorais
que se avizinham: eleições autárquicas e gerais de 2018 e 2019,
respectivamente, sendo que as primeiras foram marcadas para dia 10 de
Outubro. As questões que a seguir colocam-se estão divididas em dois
prismas, sendo a primeira sobre os partidos políticos e a segunda sobre
os órgãos de administração e gestão eleitoral. Porém, sabe-se que não
são apenas estas questões que se colocam para os próximos pleitos
eleitorais, mas pela impossibilidade de se analisar todas, optou-se por
apenas duas. Não são aqui apresentadas análises acabadas e
deterministas, mas sim hipóteses e tentativas de resposta.domingo, 23 de julho de 2017
Questões eleitorais em Moçambique: (re)pensar os partidos políticos e fortalecer a CNE e o STAE?
O
presente texto constitui uma análise em torno dos processos eleitorais
que se avizinham: eleições autárquicas e gerais de 2018 e 2019,
respectivamente, sendo que as primeiras foram marcadas para dia 10 de
Outubro. As questões que a seguir colocam-se estão divididas em dois
prismas, sendo a primeira sobre os partidos políticos e a segunda sobre
os órgãos de administração e gestão eleitoral. Porém, sabe-se que não
são apenas estas questões que se colocam para os próximos pleitos
eleitorais, mas pela impossibilidade de se analisar todas, optou-se por
apenas duas. Não são aqui apresentadas análises acabadas e
deterministas, mas sim hipóteses e tentativas de resposta.segunda-feira, 26 de junho de 2017
O grande ''rombo'' em Moçambique: o que diz o relatório das dívidas ocultas?
A
Kroll foi contratada pela Embaixada da Suécia em Maputo, Moçambique, para
realizar uma auditoria independente (a “Auditoria Independente”) às dívidas de
cerca de 2 biliões USD contraídas por três Empresas de Moçambique:
nomeadamente, a ProIndicus S.A. (“ProIndicus”), a Empresa Moçambicana de Atum
S.A. (“EMATUM”) e a Mozambique Asset Management S.A. (“MAM”).
Descarrega aqui o sumário executivo.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Como é que as nossas instituições públicas (não) comunicam?
O título deste texto surge a propósito de duas situações que marcam o
debate público nacional: (1) O processo da compra do Banco MOZA por
parte do Fundo de Pensões do Banco de Moçambique e (2) A aquisição de
novas viaturas para os membros da Comissão Permanente da Assembleia da
República.
Sobre a questão do MOZA parece estar evidente que
estamos perante um conflito de interesses, visto que temos uma
''entidade camuflada'' que vai fazer um
duplo papel no mesmo jogo: árbitro e jogador. Sobre este capítulo pouco
me resta acrescentar, o que a mim me preocupa é a forma como o Banco de
Moçambique comunicou com o público em relação a este caso.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
O que é Internet das Coisas?
Você já deve ter ouvido falar de Internet das Coisas. Pode ter
certeza: você ouvirá muito mais.
O termo descreve um cenário em que
numerosos objectos do seu dia a dia estarão conectados à Internet e se
comunicando mutuamente. Mas o que exactamente isso quer dizer? Essa
conectividade toda é necessária? Como tantos objectos distintos estarão
conectados? Qual a importância disso para o nosso quotidiano? Você
encontrará as respostas para essas e outras perguntas se continuar a ler
este texto.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Estado da liberdade de imprensa e de expressão em Moçambique (MISA, 2017)
O presente relatório representa o esforço contínuo do MISA de defesa e advocacia por um melhor ambiente das liberdades de imprensa. Seis anos depois, o MISA-Moçambique edita, em 2017, esta compilação dos principais casos de violações das liberdades de imprensa com o objectivo de fornecer uma compreensão do ambiente em que os media operam no País, assim como formular uma base de dados que permita que os diversos actores sociais estruturem, de forma mais organizada, as suas actuações em prol das direitos humanos. Descarregue AQUI o relatório na íntegra.
sábado, 29 de abril de 2017
A Mamba e o Dragão (IESE, 2012)
O envolvimento da China em Moçambique assumiu uma forma diferente da que
caracteriza a presença daquele país asiático noutras partes de África,
podendo ser descrito como uma relação de prudência e compromisso.
Descarregue AQUI o livro.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Desafios para Moçambique (IESE, 2016)
Esta é a sétima edição da série “Desafios para Moçambique” do IESE, iniciada em 2010, com
o
objectivo de contribuir para a análise e debate público de desafios
económicos, sociais e políticos considerados relevantes. O livro contém
14 artigos, organizados em quatro partes: Política,
Economia, Sociedade e Moçambique no Mundo.
Descarrega AQUI o livro completo.
sábado, 1 de abril de 2017
Vaga não se vende!
Numa sociedade cada vez mais renhida e competitiva, conseguir o
primeiro emprego é dificultado pela exigência de experiência
profissional acumulada e pela graduação massiva de desempregados
instruídos. Nesta busca incisiva, esbarrar com a oferta de um emprego é
sempre algo desejável, mesmo que esta não tenha nada a ver com a área de
formação do candidato (sub-emprego).
Recentemente, acompanhei uma reportagem que dava conta da existência de esquemas de ‘’burla’’ de emprego no circuito
nacional, precisamente na Cidade de Maputo, composto por grupos de
indivíduos que aparecem a oferecer vagas de emprego que não correspondem
a realidade. São indivíduos que aproveitam-se do desespero de vários
jovens para tirar o pouco que possuem através da oferta de vagas
utópicas.
Por que é que a actuação da INAE não devia constituir uma surpresa?
A Inspecção Nacional das
Actividades Económicas (INAE) tornou-se, nos últimos dias, alvo de
vários debates em torno das acções que tem desencadeando contra os
prevaricadores da lei. Entre elogios e chamadas de atenção é quase
unânime que a INAE está a fazer um verdadeiro e notável trabalho.
Contudo, há aspectos que merecem um outro ponto de análise quando começamos a nos convencer de que o trabalho da INAE é um evento extraordinário. Na verdade só é extraordinário porque vivemos numa sociedade na qual algumas das instituições públicas e/ou privadas incumbidas de determinadas tarefas não as cumprem e no dia que as cumprem como deve ser ficamos todos boquiabertos.
Contudo, há aspectos que merecem um outro ponto de análise quando começamos a nos convencer de que o trabalho da INAE é um evento extraordinário. Na verdade só é extraordinário porque vivemos numa sociedade na qual algumas das instituições públicas e/ou privadas incumbidas de determinadas tarefas não as cumprem e no dia que as cumprem como deve ser ficamos todos boquiabertos.
quarta-feira, 1 de março de 2017
Como compreender a questão da violência doméstica em Moçambique?
Não é nenhuma novidade que o país conhece uma onda
assustadora de crimes passionais e não só que são caracterizados na sua
maioria por espancamentos, assassinatos, violações sexuais, bem como a
prática de suicídios.A seguir procuro colocar algumas pistas de análise sobre as causas deste cenário e as suas possíveis soluções. Para o efeito vou partir de uma célebre abordagem sociológica que é por muitos já conhecida – ‘’O suicídio’’ de Èmile Durkheim (1897).
O feminismo cego!
Nos dias que correm o debate sobre a violência doméstica domina muitos cafés e grupos de bate-papo.
Há uma maior incidência para este fenómeno depois da denuncia de alguns
casos que afectaram os homens (2016: mulheres 60%, crianças 30% e
homens 10%) e muito recentemente com a sentença do caso Josina Machel.
Não
quero comentar sobre nenhum julgamento, nem sobre um caso em concreto,
mas quero simplesmente manifestar a minha inquietação sobre uma
realidade que tende a crescer relacionada com o que eu chamaria de ‘’feminismo cego’’ usado para defender algumas posições moral e socialmente inaceitáveis.
Relatório Anual: Amnistia Internacional (2017)
É hora levantarmo-nos e juntos colocar um fim à política de demonização que está a criar um mundo dividido e perigoso.
Com o lançamento do seu Relatório Anual, a Amnistia Internacional apela às pessoas de todo o mundo para que não deixem que a retórica do medo, da culpa e do ódio corroam a visão de uma sociedade aberta baseada na igualdade. Se cada indivíduo toma uma posição e age para proteger os nossos direitos humanos, juntos podemos virar a maré.
Com o lançamento do seu Relatório Anual, a Amnistia Internacional apela às pessoas de todo o mundo para que não deixem que a retórica do medo, da culpa e do ódio corroam a visão de uma sociedade aberta baseada na igualdade. Se cada indivíduo toma uma posição e age para proteger os nossos direitos humanos, juntos podemos virar a maré.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Índice de percepção sobre corrupção (OTI, 2017)
José Ugaz, presidente da Transparência Internacional, considerou em
Berlim que por conta da corrupção, em muitos países como Moçambique “as
pessoas são privadas das suas necessidades mais básicas e têm de ir para
cama com fome todas as noites por causa da corrupção, enquanto os
poderosos e os corruptos desfrutam de vistosos estilos de vida com
impunidade”. Descarregue AQUI o relatório completo.
O polegar da crise?
A partir do
livro acima citado, quero partilhar 3 ideias que nos podem ajudar a
analisar e compreender o mundo em que vivemos hoje:
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
A Perigosa Ascensão do Populismo (HRW, 2017)
Os direitos humanos existem para proteger as pessoas contra o abuso e
a negligência do governo. Os direitos limitam o que um Estado pode
fazer e impõem obrigações sobre como um Estado deve agir. No entanto,
hoje uma nova geração de populistas está a mudar completamente essa
protecção. Afirmando que falam pelo “povo”, eles tratam os direitos como
um obstáculo a sua concepção do que seria a vontade da maioria, um
obstáculo desnecessário à defesa da nação daquilo que eles enxergam como
ameaças e forças do mal.
domingo, 8 de janeiro de 2017
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Cessar-fogo em Moçambique, um caminho para a Paz?
Denomina-se cessar-fogo, ou trégua, a paralisação
temporária dos ataques durante um conflito armado. Os lados envolvidos nas
operações de guerra concordam em suspender os ataques durante um período
limitado de tempo em determinado território, sendo que o cessar-fogo ocorre de
forma não formalizada, e costuma ser o passo anterior à assinatura de um
armistício ou tratado de paz.
A diferença entre o armistício e o cessar-fogo é que o
primeiro constitui um acordo formal no qual as partes envolvidas no conflito
concordam em parar de lutar. Um dos exemplos de cessar-fogo ocorridos na
história da humanidade é a “Trégua de Natal”, na noite de 24 de Dezembro de
1914.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
O problema da adjectivação? | Informe sobre o Estado da Nação (2016)
Desde o mandato do Presidente Guebuza os informes anuais sobre o
'Estado Geral da Nação' perderam algum interesse e carácter de um debate
verdadeiro, principalmente depois da célebre declaração de que o
"Estado da Nação é BOM".
Depois daquele ano, confesso que para mim
a ida do Presidente da República para à Assembleia da República perdeu o
seu valor. Junta-se a isto o facto do referido informe
metodologicamente não agregar valor, embora o próprio nome refira-se mesmo ao informe, ou seja, apenas serve para informar e nada mais.
O intuito desta publicação não é discutir o informe em si, mas trazer a
reflexão sobre o que nós (cidadãos) podemos retirar deste momento.
Tenho a impressão de que nós perdemos tempo em demasia na discussão dos
adjectivos "bom, mau" e agora "firme" no lugar de discutir o documento
propriamente dito. Em termos de análise, pouco ou quase nada se faz
sobre os pilares escalpelizados durante o informe.
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Geração à Rasca - A Nossa Culpa! (Autor desconhecido)
Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
O que significa a lei sobre Transacções Electrónicas em Moçambique?
O que quero aqui levantar me preocupa como cidadão, falo da Lei sobre
as Transacções Electrónicas (LTE) que foi discutida e aprovada no
passado mês de Novembro (17) pela nossa Assembleia da República. A mesma
passou com voto favorável das três bancadas - Frelimo, Renamo e MDM,
algo no mínimo espantoso na nossa magna casa nos tempos recentes.
Mas
não é dos consensos dos partidos políticos que me interessa aqui falar,
mas sim de saber a real abrangência e intenção que está em volta desta
lei. A mesma não é de hoje, surge de alguns anos, já tive a oportunidade
de discutir a sua proposta, mas nunca
percebi o seu alcance.
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