quarta-feira, 4 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Patrocínios desgraçam a nossa música
A INDÚSTRIA da cultura, mais concretamente a música, tem crescido nos últimos anos em Moçambique, e consequentemente o país tem se mostrado como um espaço fértil onde a realização de grandes eventos artísticos, entre festivais e tournées de artistas internacionais ganha maior ímpeto ano após ano.
Moçambique é igualmente preferido por muitos artistas da diáspora, mais concretamente Angola e África do Sul, mas o sentido inverso não acontece, ou seja, poucos, mas muito poucos são os artistas moçambicanos que se deslocam para estes países com o intuito de realizar um concerto musical pelas variadas razões que amplamente as conhecemos.
Moçambique é igualmente preferido por muitos artistas da diáspora, mais concretamente Angola e África do Sul, mas o sentido inverso não acontece, ou seja, poucos, mas muito poucos são os artistas moçambicanos que se deslocam para estes países com o intuito de realizar um concerto musical pelas variadas razões que amplamente as conhecemos.
Ensino Superior em Moçambique: Quo vadis?
![]() |
| Clique na foto para ampliar |
Vejam bem a informação nessa foto. Nessa papelaria eles são FACILITADORES, existem com a razão de facilitar a vida do estudante Universitário. Bom, até aí nada mau, mas, quando me dizem que eles fazem trabalhos de fim curso, trabalhos científicos, o que querem com isso dizer?
Este é um reflexo da deturpação e banalização do ensino superior em Moçambique, onde no lugar dos estudantes fazerem trabalhos exclusivamente individuais fazem esse tipo de encomendas que até tem direito a exposição pública.
Este é um reflexo da deturpação e banalização do ensino superior em Moçambique, onde no lugar dos estudantes fazerem trabalhos exclusivamente individuais fazem esse tipo de encomendas que até tem direito a exposição pública.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Eleições 2014: Manifestos Políticos
Estamos
em ano eleitoral e as eleições só serão um sucesso com a participação
de cada um de nós. O Olho do Cidadão está inserido no projecto “Txeka”
em prol da monitoria das eleições através da observação e relato em
tempo real de todo o processo.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Um apelo as nossas operadoras telefónicas
Moçambique possui no mercado actualmente três
operadoras de telefonia móvel que oferecem serviços de voz, imagem e internet
no país. As três operadoras estão num mercado onde a concorrência está mais
eminente, a oferta de serviços pelo menor custo têm sido uma luta constante,
mas a qualidade dos mesmos serviços impera cada vez mais.
O que me leva a escrever este artigo centra-se com
variadas práticas que estas operadoras vêm aplicando no mercado nacional.
Essas operadoras realizam vários concursos onde os
seus clientes habilitam-se a ganhar gratificações diversas, contudo o que me
leva a criticar estas acções é pelo método estranho que as mesmas fazem a persuasão
dos clientes para concorrem a estes prémios nos últimos dias.
Um olhar as quatro manobras do conflito político-militar em Moçambique
O que me move neste artigo já foi
demasiadas vezes referenciado em fóruns diversos, a questão do conflito
político-militar que se vive no país e mais concretamente zona Centro continua
a ser uma grande tônica de preocupação de muitos moçambicanos.
Decorrido mais de um ano que se
escalou o conflito, ventos das pombas da paz estão cada vez mais longe de
pousar na Zona Centro do país.
Estamos perante um cenário anormal
de conflito em Moçambique onde encontramos quatro esferas que se destacam neste
cenário de “guerra” não declarada. Encontramos numa primeira esfera as
delegações do Governo e da Renamo que se reúnem todas as segundas-feiras para discutir e procurar soluções para a Paz,
contudo, volvidas rondas variadas não se vislumbrou nenhum sucesso.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Um olhar a campanha eleitoral não anunciada em Moçambique
A campanha eleitoral
é o período em que os partidos e seus candidatos se apresentam para a população
em busca de votos. Em Moçambique, tal como em todo mundo, a campanha eleitoral
é um dos momentos mais importantes dentro de um processo de luta para a conquista
do poder.
Existem diversas formas de exercer essa campanha, os
veículos que apresentam campanha eleitoral tradicionalmente são: Televisão,
rádio, jornais e revistas (impressos) entre outros meios. Este ano o país vai
acolher as quintas eleições presidenciais, e vários partidos já fizeram a sua
inscrição, e destes, quatro partidos concorrem com os seus candidatos para o
posto de presidente da República.
Segundo a lei n.° 8/2013 de 27 de Fevereiro republicada
pela lei 11/2014 de 23 de Abril, no seu artigo 18 refere que a campanha
eleitoral tem início quarenta dias antes da data das eleições e termina
quarenta e oito horas antes do dia da votação. As eleições gerais foram marcadas
para o dia 15 de Outubro através do decreto Presidencial n.º 3/2013 de 2 de
Agosto, adicionalmente nos termos do Calendário do Sufrágio Eleitoral de 15 de Outubro de 2014, aprovado pela Deliberação n.º 55/CNE/2013, de 9 de Outubro.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Que política é esta de servir para se servir?
O que
suscita a publicação deste artigo é o perfil dos políticos que tem-se vindo a
desenhar no cenário político moçambicano aliado a forma de fazer política tendo
como fim último o benefício meramente individual.
Max
Weber fez a distinção de dois perfis de políticos, os que vivem da política e
outros que vivem para política. O político que vive da política não possui
recursos materiais para a sua subsistência para além dos recursos providos da
própria actividade política.
Sua actuação pública se confunde com uma luta não apenas por ideais comuns ou interesses de classes, mas também pela conquista de meios de conseguir renda, o que de alguma forma prejudica a capacidade de distanciamento para a análise racional dos problemas de seu quotidiano enquanto profissional da política, e por sua vez o político que vive para a política representaria o tipo ideal no âmbito de atributos do político vocacionado, pois sua independência diante da remuneração própria da actividade política significa, também, uma independência de seus objectivos no decorrer da vida pública.
Sua actuação pública se confunde com uma luta não apenas por ideais comuns ou interesses de classes, mas também pela conquista de meios de conseguir renda, o que de alguma forma prejudica a capacidade de distanciamento para a análise racional dos problemas de seu quotidiano enquanto profissional da política, e por sua vez o político que vive para a política representaria o tipo ideal no âmbito de atributos do político vocacionado, pois sua independência diante da remuneração própria da actividade política significa, também, uma independência de seus objectivos no decorrer da vida pública.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Uma estrada sem engenharia (Campus da UEM – com fotos)
Numa
estrada inaugurada em menos de um ano (18 de Junho de 2013) faltam
elementos que possam fazer com que esta obra ganhe o nome de uma
estrada.
Esta
obra é a mais recente cara da estrada que dá a cesso ao Campus
Universitário da Universidade Eduardo Mondlane. A mesma foi mal
terminada, faltando até a data desta publicação (24 de Abril) passeio
para um dos lados da estrada, é uma estrada que fica esburacada a cada
chuviscos que caiem.
Esta
obra curiosamente foi inaugurada como atestam as fotos em anexo pelo
reitor desta Universidade. É casa para dizer, os santos (engenheiros) de
casa não fazem milagres.
Contudo
há que parabenizar a UEM pela aposta no desenvolvimento institucional
como é a recente construção do novo bloco do complexo pedagógico e o
edifício da Faculdade de Educação, bem como as novas instalações da
Reitoria.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
A paridade que pariu a “guerra”
Moçambique vive nos últimos tempos um
cenário inimaginável para um país que tem uma história interna, regional e
internacional de bom guardião e amante da Paz.
O nosso país tem estado a perder dia
após dia esse ganho alcançado no dia 4 de Outubro de 1992 facto este que tem
estado a retrair o investimento para o desenvolvimento de negócios no país e a
agudizar ainda mais os níveis de pobreza.
O cenário da instabilidade conta a
sua história desde que o líder da Renamo mudou-se da Cidade de Nampula para a sua
base militar em Muxúnguè em Outubro de 2012, acção esta
que foi vista como um reorganizar das bases para novas frentes. No momento não
podia se vislumbrar repercussões nefastas a partir daquele ponto da região
Centro do país.
Num processo que avançou-se para
ameaças de divisão do país a partir do Rio Save, o tempo passou, e na sequencia
a Renamo solicitara um encontro para dialogar com o Governo.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Manifestos políticos e suas promessas
As
eleições representam na sua essência um momento ímpar de exercício da
verdadeira cidadania num Estado de Direito.
Uma eleição é todo o processo pelo qual um
grupo ou partido político designa um ou mais de um de seus integrantes para
ocupar um cargo por meio de votação. Na democracia representativa, é o processo
que consiste na escolha de determinados indivíduos para exercerem o poder
soberano, concedido pelo povo através do voto, devendo estes, assim, exercerem
o papel de representantes dos interesses da colectividade.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
REPUBLICANDO (Mia Couto)
Intervenção na Gala da STV para a atribuição do galardão do “Melhor de Moçambique”
"Pensei
bastante se estaria ou não presente nesta cerimónia. A razão para essa
dúvida era a seguinte: há três dias a minha família foi alvo de várias e
insistentes ameaças de morte. Essas ameaças persistiram e trouxeram
para toda a nossa família um clima
de medo e insegurança. A intenção foi-se revelando clara, depois de
muitos telefonemas anónimos: a extorsão de dinheiro. A mesma criminosa
ameaça, soubemos depois, já bateu à porta de muitos cidadãos de Maputo.
Poderíamos
pensar que essas intimidações se reproduzem a tal escala que acabam por
se desacreditar. Mas não é possível desvalorizar este fenómeno. Porque
ele sucede num momento em que, na capital do país, pessoas são raptadas a
um ritmo que não pára de crescer. Esses crimes reforçam um sentimento
de desamparo e desprotecção como nunca tivemos nos últimos vinte anos da
nossa história.
Esses que são raptados não são os outros, são moçambicanos como qualquer outro cidadão. De cada vez que um moçambicano é raptado, é Moçambique inteiro que é raptado. E de todas as vezes, há uma parte da nossa casa que deixa de ser nossa e vai ficando nas mãos do crime. Neste confronto com forças sem rosto nem nome, todos perdemos confiança em nós mesmos, e Moçambique perde a credibilidade dos outros.
Esses sequestros estão nos cercando por dentro como se houvesse uma outra guerra civil, uma guerra que cria tanta instabilidade como uma qualquer outra acção militar, qualquer outra acção terrorista.
Esses que são raptados não são os outros, são moçambicanos como qualquer outro cidadão. De cada vez que um moçambicano é raptado, é Moçambique inteiro que é raptado. E de todas as vezes, há uma parte da nossa casa que deixa de ser nossa e vai ficando nas mãos do crime. Neste confronto com forças sem rosto nem nome, todos perdemos confiança em nós mesmos, e Moçambique perde a credibilidade dos outros.
Esses sequestros estão nos cercando por dentro como se houvesse uma outra guerra civil, uma guerra que cria tanta instabilidade como uma qualquer outra acção militar, qualquer outra acção terrorista.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Outubro, um mês para esquecer
![]() |
| Calendário |
Este artigo surge
a propósito dos últimos acontecimentos que tem assolado o país nos últimos dias
e em particular num mês que nunca foi de alguns episódios que caracterizaram o
mês.
O mês de Outubro
é conhecido como o mês da Paz, pelo facto de a 4 de Outubro de 1992 ter-se
assinado o Acordo Geral de Paz entre o Governo e a RENAMO, pelo dia 12 que é o
dia dos Professores e ainda no mesmo mês, lembra-se a morte do Presidente
Samora Machel, falecido a 19 de Outubro.
Porém, alguns
factos assombraram este ano o mês de Outubro, a começar pelo agudizar da tensão
político-militar em Gorongosa, quando no dia 21 de Outubro registou-se o
assalto à base da RENAMO em Santudgira pelas Forças Armadas de Defesa de
Moçambique que desalojaram por completo o líder da RENAMO e os seus acólitos. Este
acto só foi o transbordar do copo de uma tensão que já vinha há algum tempo
desde a retirada do líder da RENAMO de Maputo para Nampula e consequente
retirada para Serra da Gorongosa onde ficou aquartelado mais de um ano até ao
seu desaparecimento, e adiante verificaram-se alguns ataques contra civis e uma
onda de sabotagem que poderá culminar em pilhagem de bens alheios se a situação
não for rapidamente resolvida.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Estética vs Publicidades na Cidade de Maputo
Trago para este espaço um assunto que está presente diariamente na vida de
cada citadino dessa capital, mesmo levando uma vida corrida que é típica de uma
capital. Quero abordar a questão das publicidades que estão presentes no
quotidiano do cidadão urbano, e mesmo de alguma forma corriqueira no
imaginário do indivíduo do meio rural. Publicidade esta que tem sido feita de
forma desordenada retirando desta feita a estética de uma cidade que ostenta o
valor da capital.
A publicidade exposta na cidade de Maputo tem como foco a instrumentalização
de quem a absorva tendo em conta a característica instantânea de transmissão
de mensagem da imagem, pode-se afirmar que a publicidade (visual)
impõem-se perante o seu consumidor, sem permitir a este a opção de consumo
dessa mensagem, e assim, a formação de imaginário. O Publicitário coloca-se
como um formador de opinião e de comportamento, com poderes equivalentes
ao de uma autoridade pública, a partir de um posicionamento privado, no
espaço público.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Não há duas sem três!
Escrevo
este pequeno texto alusivo ao campeonato Africano de Basquetebol em
que o Basquetebol feminino ficou como a segunda melhor
selecção de África. Foi
sem dúvidas, uma verdadeira celebração da nossa moçambicanidade que nos
foi brindada com sete vitórias consecutivas num país onde o desporto rei que é o futebol não nos habitou a
trazer alegrias desta envergadura.
Foi um momento de grande júbilo e recordação que ficará para sempre na memória dos Moçambicanos e das jogadoras em particular pelo facto de nos termos qualificado ao Mundial da Turquia em 2014. Já tínhamos acolhido dois campeonatos Africanos no país, em 1986 e 2003, tendo chegado à final não vencemos e não conseguimos fazer valer o provérbio: “Da terceira é de vez”.
Foi um momento de grande júbilo e recordação que ficará para sempre na memória dos Moçambicanos e das jogadoras em particular pelo facto de nos termos qualificado ao Mundial da Turquia em 2014. Já tínhamos acolhido dois campeonatos Africanos no país, em 1986 e 2003, tendo chegado à final não vencemos e não conseguimos fazer valer o provérbio: “Da terceira é de vez”.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Os Shows das elites
O assunto que trago neste artigo vai de certeza merecer diferentes
interpretações, mas o mesmo não deixa de ser relevante. Temos assistido nos
últimos anos uma grande tendência de realização de concertos de grande gabarito
no nosso país no geral, e na capital, Cidade de Maputo em particular.
O normal seria se esses
concertos fossem realmente para alegrar o cidadão comum e que os mesmos
combinassem com o seu bolso. A análise aqui feita incide em algum momento nos
concertos que tem estado a ser realizados na capital do país neste mês de
Setembro. Os mesmos estão furos acima dos bolsos dos moçambicanos, chegando a
custar mais que um salário mínimo, caso concreto o show do Djavan no qual um
bilhete custara 4000 Meticais, casos semelhantes podem se referir ao show do
Earl Klugh em que o valor inicial de ingresso custara nada mais e nada menos
que 2000 Meticais e para não falar do Show do grupo U40 em que um dos preços
chegara até 1.500 Meticais. São apenas exemplos que trago, mas já existiram e
poderão existir tantos outros shows semelhantes.
sábado, 21 de setembro de 2013
MEDIA E COBERTURA ELEITORAL EM MOÇAMBIQUE
Decorreu na quinta-feira (19 de Setembro) na Faculdade
de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane um seminário
organizado pelo Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) em
parceria com a FLCS que visava discutir os contornos do processo eleitoral em
Moçambique com especial enfoque na cobertura eleitoral durante a fase da
campanha.
O seminário centrou-se em torno de dois temas painéis e contou com quatro oradores. O primeiro painel relacionava-se com o tema Media e cobertura eleitoral: experiências e práticas em democracias consolidadas que foi proferido pela Drª Isabel Ferin Cunha que é Professora de Media e Jornalismo na Universidade de Coimbra, Pesquisadora do Centro de Investigação Media e Jornalismo da Universidade Nova e Lisboa e Membro do Conselho Científico do CEC.
O seminário centrou-se em torno de dois temas painéis e contou com quatro oradores. O primeiro painel relacionava-se com o tema Media e cobertura eleitoral: experiências e práticas em democracias consolidadas que foi proferido pela Drª Isabel Ferin Cunha que é Professora de Media e Jornalismo na Universidade de Coimbra, Pesquisadora do Centro de Investigação Media e Jornalismo da Universidade Nova e Lisboa e Membro do Conselho Científico do CEC.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
A juventude e os feriados
O
assunto que trago neste artigo pode não constituir alguma novidade, uma
vez que o mesmo já mereceu uma abordagem nalguns círculos de
comunicação social, mas não de forma categórica.
É do conhecimento de todos que o nosso país é brindado por inúmeros feriados ao longo dos 12 meses que constituem o ano, desde feriados de âmbito nacional ligados a questões históricas e não só, e feriados de âmbito internacional ligados a lutas em prol de defesa ou gozo de um direito ou mesmo de uma causa. No nosso calendário destacam-se feriados em quase todos os meses.
Segundo o dicionário Aulete, um feriado pode ser entendido como dia ou período em que se suspende o trabalho, os estudos ou as actividades, e este pode ser comemorado por uma nação, comunidade, religião, grupo étnico ou classe trabalhista.
É do conhecimento de todos que o nosso país é brindado por inúmeros feriados ao longo dos 12 meses que constituem o ano, desde feriados de âmbito nacional ligados a questões históricas e não só, e feriados de âmbito internacional ligados a lutas em prol de defesa ou gozo de um direito ou mesmo de uma causa. No nosso calendário destacam-se feriados em quase todos os meses.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Quando a noite se torna numa insegurança
O assunto que trago
neste artigo já vem sendo tema de debates em vários círculos na nossa
sociedade, em particular na província de Maputo e mais concretamente nos
bairros periféricos da Matola e da Cidade de Maputo. O cenário que a população
tem estado a passar nos últimos dias é de um medo e clima de tensão
generalizado.
Muito
pode se levantar sobre o assunto da criminalidade que não é novo, porém ganhou
proporções alarmantes nos últimos dias, pretendo aqui trazer alguns pontos que
penso serem importantes para uma reflexão do ambiente de tensão e medo e este
artigo é apenas um ponto de partida abrindo espaço para várias outras análises.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Um diálogo de vaivém
Muitos comentários podem ser feitos em torno desse diálogo que já vai
na sua décima segunda ronda, tem surgido novidades a cada ronda umas de
relevância e outras nem por isso. Não pretendo neste artigo discutir as
agendas do diálogo que assistimos a cada segunda-feira, mas sim trazer
alguns pontos que tem merecido a minha análise e por vezes me tem criado
algumas duvidas e incertezas desde que estas rondas começaram.
O primeiro aspecto tem a ver com as diferentes designações que tem se
atribuído a estas rondas, onde alguns analistas e até órgãos de
comunicação social ousam em chamar de diálogo político entre o Governo e
a RENAMO e outros as chamam de negociações entre o Governo e a RENAMO.
Eu percebo em relação a este ponto que se estamos numa ronda a dialogar
ou a negociar o fim desejável é o alcance de pontos de equilíbrio, e
está claro que o fim último dessas rondas é o alcance de consensos entre
as delegações.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








.jpg)











