terça-feira, 9 de junho de 2015

Será que o "P" é de polícia ou de perigosos?



Sinceramente se me fizerem essa pergunta hoje dificilmente irei responder com precisão. O facto é que passaram-se os tempos em que nos noticiários os criminosos eram verdadeiramente criminosos, porque hoje a nossa polícia é que aparece como protagonista principal dos mais ridículos e hediondos crimes.

Não quero aqui socorrer-me do roubo dos cornos para ilustrar o comportamento anti-ético da nossa polícia, porque seria reduzir em demasiado o problema, quero sim, chamar atenção e lembrar todas as vezes que a polícia surge como complô de criminosos, quando a polícia baleia cidadãos inocentes ou mesmo maltrata prisioneiros e/ou viola reclusas, sem falar dos esquemas dos agentes da PIC.

1 de Junho como fonte de rendimento

A nossa indústria de música pode ser obsoleta, mas se há uma coisa de que tenho a certeza é que ela nunca fica alheia a qualquer efeméride para se aproveitar da ocasião e tirar algum proveito.

Foi assim no período das cheias, onde os músicos se esparramaram em espectáculos beneficentes, em que alguns desses eventos serviram para ganhar dinheiro.
Tem sido assim nos carnavais, onde se fazem festas em discotecas e cobram-se valores em nome do mesmo. Também tem sido assim em dias como 1º de Abril, sexta-feira 13, onde se inventam temáticas para simular a comemoração de uma data.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

FILIPE NYUSI FORTIFICA DHLAKAMA

Quando soube que sua Excelência Presidente da República, FILIPE Nyusi iria começar a sua presidência aberta levantei dois pontos: (1) Com é que FILIPE Nyusi estará em presidência aberta se não temos orçamento geral do Estado?; (2) O que de novo traria FILIPE Nyusi diferente do seu antecessor neste tipo de governação. Foi-se a província de Gaza, veio a Província de Maputo, a Cidade de Maputo e hoje estamos na Província de Inhambane.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Governação despedaçada

O país vive desde o dia 15 de Outubro [2014] momento de alguma incerteza política que se agudizou com a contestação dos resultados eleitorais pela Renamo. Aliado a isso tivemos no início do ano cheias que deitaram abaixo algumas perspectivas de crescimento económico.

Mas, o que me proponho aqui a abordar tem a ver com a governação que tivemos até esta parte (Abril) e que teremos até o final de ano. Estivemos numa forma de "governação atípica" e sem os seus instrumentos normativos de funcionamento como é o caso do Programa Quinquenal do Governo, Plano Económico e Social e Orçamento Geral do Estado.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Tenho pena deste rei (Zulu)!

HÁ um chamado rei dos zulus na África do Sul que da história do seu país e da região certamente nada sabe! Este rei não sabe, nomeadamente quem são os povos desta região que foram atacados, saqueados e chacinados por hostes de invasores provenientes do seu próprio país, na ressaca do sangrento Nfekani da queda do Império Zulu! Não, este rei não sabe! Não sabe para onde se dirigiram, no Nfekani, as hostes guerreiras e invasoras de Soshangane/Manicusse; não sabe! Não sabe, certamente, donde vieram os Nguni que ocuparam e dominaram os povos nativos de Moçambique, do Punguè ao Incomati!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Xenofobia na África do Sul: Explicação em estatísticas

1. É o terceiro país em ÁFRICA que alberga mais cidadãos estrangeiros, atrás do Costa do Marfim e do Ghana;
2. Tem a indústria mais potente de ÁFRICA;
3. É mais poderoso economicamente que todos países da SADC juntos;
4. Faz parte da comunidade Política dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e ÁFRICA do Sul);
5. Para além dos inglês, possui línguas locais e tradicionais como oficiais;
6. Para além da administração normal do Estado, possui reinados com poder autónomo;
7. Está na posição 118 na lista do Índice de Desenvolvimento Humano, num total de 187 (2014);
8. É o único Estado Africano membro do G20 (19 maiores economias do mundo mais a União Europeia);
9. Durban é 48ª cidade mais perigosa do mundo (2014).

terça-feira, 14 de abril de 2015

O que nos ensina a Xenofobia na casa do vizinho?

São tristes as notícias que nos chegam da vizinha ÁFRICA do Sul sobre a Xenofobia, da mesma forma que foram tristes as notícia sobre os mesmos acontecimentos em 2008. Mas, temos que nos perguntar e nos preocupar não só como moçambicanos que temos os nossos irmãos a morrer, mas, sim como humanos pelo facto de serem vidas que se estão a perder bem aqui ao nosso lado. Devemos nos pergunta ainda, o que foi feito em 2008 para que estes caos não se repetissem hoje (2015)?
Preocupa-me ainda o estágio letárgico por parte das lideranças dos dois países em impor maior dinamismo com vista a acabar com a Xenofobia, embora o PR Zuma tenha destacado três ministros para tratar do caso.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Moçambique tem os piores professores?


Um inquérito do Banco Mundial sobre a educação em Moçambique, apresentado hoje em Maputo, indica que o país tem o índice mais baixo ao nível da competência dos professores, comparado com outros cinco estados africanos.
"Do grupo de sete países que participaram na nossa análise, Moçambique tem, ao nível da competência dos professores, o nível mais baixo", disse Ezequiel Molina, pesquisador e economista do Banco Mundial, durante a apresentação do inquérito sobre os Indicadores de Prestação de Serviços (IPS) do sector da Educação.

domingo, 29 de março de 2015

Nova designação ministerial continua uma miragem

O presidente da República remodelou o governo e reduziu o número de ministros de 28 para 22 onde alguns foram fundidos e introduzidas mudanças em relação a sua designação. Neste processo, notou-se que os actuais ministérios tinham ganho algumas palavras a mais em relação aos anteriores.

Vimos mistérios que passaram a conter mais de 5 palavras na sua designação, e é exactamente este facto que até a data actual continua a "baralhar" muitos moçambicanos que de forma ingénua ou por simples desconhecimento continuam a ''chamar nomes a pessoa errada'', ou seja, os nomes dos antigos ministérios ainda prevalecem na mente e na boca de muitos moçambicanos, mas, o pior de tudo é quando a nossa imprensa escrita e televisiva também participa da "festa", ou seja, até os jornalistas continuam a escrever e narrar as suas peças tendo como base na anterior designação.

domingo, 22 de março de 2015

COGITANDO SOBRE AS AUTARQUIAS PROVINCIAIS EM TRÊS PERSPECTIVAS

O artigo procura abordar o assunto em epígrafe em três perspectivas por forma a encontrar possíveis explicações sobre as implicações que poderá ter a proposta ora submetida pela Renamo à Assembleia da República para o debate. Segundo o projecto de lei são Autarquias Provinciais - pessoas colectivas de direito público de população e território, dotadas de órgãos representativos e executivos, que visem, de modo autónomo, prosseguir interesses próprios das correspondentes comunidades.

sábado, 21 de março de 2015

CALL FOR PAPERS (ESSAY ON ELECTORAL INTEGRITY)

O prémio será entregue ao autor (ou autores) estudante(s) de pós-graduação com um ensaio excelente escrito em Inglês com base na contribuição significativa do papel da teoria e da prática na integridade eleitoral.

Tema: Na últimas décadas vimos crescentes tentativas por parte da comunidade internacional e as partes interessadas nacionais para fortalecer a integridade eleitoral. No entanto, a qualidade continua a ser problemática, com múltiplas falhas e falhas evidentes ao longo do ciclo eleitoral.

Quais as políticas e os tipos mais eficazes de intervenções estratégicas que podem retificar problemas eleitorais comuns e, assim, melhorar a qualidade das eleições?

Para obter mais informações.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Um olhar sobre a retirada das sucatas na via pública pelo Conselho Municipal da Cidade de Maputo

Arrancou na última sexta-feira (13), a recolha de sucatas ou viaturas abandonadas na via pública e noutros espaços inadequados na cidade de Maputo, uma acção que o Conselho Municipal vinha prometendo realizar há dois anos.

A recolha devia ter arrancado no ano passado, mas o município decidiu adiar a implementação da mesma ao mesmo tempo que realizava acções de sensibilização, dando a oportunidade aos donos para serem eles próprios a darem destino às sucatas assim como às viaturas avariadas e abandonadas na via pública. O adiamento se deveu ainda a questões de espaço para a arrumação dos carros a recolher.

domingo, 15 de março de 2015

MOÇAMBIQUE: uma nação alcoólica?

Sem dúvidas que esse título pode suscitar interpretações diversas e até haverá alguns aqui que não me irão perceber, mas, vamos a o que interessa.

Foi com algum espanto quando tomei conhecimento de que afinal de contas em alguns Rankings MOÇAMBIQUE tirava algumas notas positivas, mas, se não fosse pela cerveja talvez não haveria esse espanto.

quinta-feira, 12 de março de 2015

CENÁRIO POLÍTICO MOÇAMBICANO: PERCURSO E PERIGOS

Moçambique é um país que tal e qual muitos países Africanos passou por momentos de conturbação histórica caracterizados pela colonização que teve no confronto armado e no diálogo político os espaços de se poder alcançar o desiderato que sempre se procurou obter, a independência nacional.

Mas, Moçambique foi entre muitos países que lutou pela sua independência usando o braço armado para conseguir alcançar esse feito. Foi um processo que levou o seu devido tempo, mas, as divergências internas viriam mais uma vez colocar o nosso país num cenário de guerra e instabilidade política durante 16 anos.

A economia do political settlement em Moçambique: contexto e implicações da descentralização

''(...) Particularmente, a análise do political settlement político elucida a relação entre secções ou facções da elite política. Na perspectiva de Khan, political settlement refere-se à distribuição do poder e a um sistema compatível de instituições capazes de gerar resultados económicos e níveis de estabilidade política.

Um aspecto importante aqui é assegurar a distribuição de benefícios entre os membros da elite e da sociedade como um todo que seja economicamente sustentável. Um political settlement, portanto, requer instituições formais e informais que criam benefícios em conformidade com o relativo poder dos grupos e indivíduos da elite que fazem parte de uma coligação governamental. De forma importante, Khan argumenta que este tipo de ‘arranjos políticos’, nos países em desenvolvimento, são ‘clientelistas’.

quarta-feira, 11 de março de 2015

O que será assunto nos próximos dias ou meses em termos políticos?

O país vive momentos titubeantes nos últimos dias, para não dizer desde o dia 16 de Outubro de 2014. São momentos que partem da crise pós-eleitoral até aos altos níveis de insegurança que vivemos recentemente e a crise de unidade nacional provocada por intimidatórias palavras de aclamação ao racismo.

Ora, a pergunta que surge nesta publicação relaciona-se sobre o que vai suceder nos próximos dias ou meses. A resposta é simples e tem como destaque duas questões centrais:

terça-feira, 10 de março de 2015

Programa Quinquenal do Governo 2015-2019


Fonte: GovDigitalMz

O Programa ‪#‎Quinquenal‬ do Governo 2015-2019 apresenta as prioridades do desenvolvimento económico e social do País nos próximos cinco anos. O Programa é um compromisso do Governo em focalizar a sua acção na busca de soluções aos desafios e obstáculos que entravam o desenvolvimento económico e social do País. Faz download do documento inteiro neste link: [Proposta enviado a Assembleia da República]

Gerir expectativas sobre recursos naturais

Fonte: www.dw.de
ESTE artigo traz para o debate um dos assuntos mais candentes dos últimos anos no nosso país e que tem projectado a imagem desta Pérola do Índico mundialmente.

Falo concretamente da questão dos recursos naturais associada às notícias sobre a depreciação do preço do carvão na esfera global. Vou de alguma maneira aliar este assunto a outro artigo por mim escrito nesta página e que fazia essa referência à vertente da redistribuição de riqueza.

Muito tem sido escrito acerca deste assunto e muito ainda se vai escrever, mas o que quero aqui ressalvar é o crescente entusiasmo que se deposita em relação aos recursos naturais, entusiasmo que de alguma forma quando não é satisfeito deita a baixo as nossas expectativas.