segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Fim dos professores-TURBO?

1º Conselho Coordenador do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional (MCTESP) - 30/10/2015

Os docentes das diversas instituições de ensino superior existentes no país passam, a partir de 2016, a estar proibidos de leccionar em mais de um estabelecimento de ensino, no quadro de medidas que o governo está a adoptar visando garantir a qualidade.

Desta feita, se um docente lecciona numa determinada universidade fica impedido de exercer a actividade lectiva em qualquer outra, devendo portanto se dedicar única e exclusivamente à instituição de ensino superior onde está vinculado e cadastrado.
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Meu comentário:
É uma convicção que esta medida é oportuna e pode evitar situações daqueles docentes que só se apresentam na sala de aulas por mero capricho, de raspão em algumas vezes do semestre e sem programa da cadeira. Mas, tenho as minhas dúvidas que vá funcionar (a partir de 2016) pelas seguintes razões:

1. Neste país a mobilidade de docentes não pode ser vista como problema, pois, o próprio governo incentiva a partilha de conhecimento entre as instituições de ensino;

2. Há exiguidade de docentes especializados para algumas áreas do saber e este não é problema única e exclusivamente dos docentes;

3. Queremos obrigar docentes a darem aulas a partir do nível de Mestrado, enquanto o país forma licenciados aos milhares e mestres as dezenas;

4. Duvido da capacidade organizacional do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional para monitorar tais docentes do Rovuma - Maputo;

5. A dita extensão do Ensino Superior apenas se baseia em extensão quantitativa e não qualitativa;

6. Como é que queremos tirar docentes do privado enquanto não há incentivos motivacionais no ensino público?.

SUGESTÃO

Que se adie a medida para além de 2016 pelas razões acima mencionadas, dando espaço para um melhor organização do nosso sistema de Ensino Superior.

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